Por Gustavo Martins-Coelho (com TO)

Ainda Quinta-feira, 28 de Julho de 2005. O passeio levou-nos à Igreja de Santa Cruz («Église Ste-Croix»), sobre a qual nada podemos dizer, além de que estava fechada, e desta pela beira-rio (com o metro e as obras de permeio, pelo que rio, nem vê-lo) até à Basílica de S. Miguel («Basilique St-Michel»). O Tê disse que ela estava a precisar de restauro, mas o Guê até gostou e concluiu que tudo não passava de deformação profissional. A subida à Torre desta Igreja ficou agendada para o dia seguinte, pois, segundo o horário, estaria aberta, ao contrário do que sucedia naquela primeira tentativa de visita.

Daí até à Porta do Grande Sino («Porte de la Grosse Cloche»), foi um saltinho. Esta Porta, outrora a porta da cidade, foi tudo o que restou da muralha que houve em redor de Bordéus. Tem a particularidade de ser encimada por um grande relógio e um sino.

Neste ponto da conversa, importa referir o calor abrasador com que o Sol nos brindou ao longo do dia, de tal forma que, cansados de andar com os impermeáveis, até então inúteis, a fazer peso na mochila, os deixámos na Pousada da Juventude, confiantes de que não seríamos surpreendidos pelo tempo. Fomos, contudo, surpreendidos, mas felizmente havia uma igreja (a Basílica de S. Miguel, de que já falámos) à mão de semear. E o tempo, vendo que a partida não resultara, terminou a brincadeira e deixou o Sol brilhar de novo.

De volta ao Sino, voltámos à beira-obras-metro-rio para ver a Porta de Borgonha («Porte de Bourgogne»), igual a tantas outras que circundavam a cidade, mas ainda assim monumental, e desta seguimos para a Porta «Cailhau», essa sim diferente das outras, mas mais pequena, num estilo muito gótico.

O antigo edifício da Alfândega («Hôtel des Fermes») mais parece um museu (talvez por isso, aloja o Museu da Alfândega) e é exactamente igual ao da Bolsa («Palais de la Bourse»). Ambos circundam por três lados a Praça da Bolsa («Place de la Bourse»), que tem uma fonte no centro, que deve ser muito bonita quando lá está, o que não era o caso, por causa das malfadadas obras!