Por Gustavo Martins-Coelho (com TO)

Quinta-feira, 28 de Julho de 2005. Continuávamos em Bordéus [1]. De praça em praça, saltitámos alegremente até à do Parlamento («Place du Parlement»), que é um exemplo acabado da uniformidade preconizada pela arquitectura de Luís XV. As casas são todas rematadas por balaustradas, contêm os mesmos elementos decorativos em todas as fachadas, e até o gradeamento das varandas é igual em todas.

Cansados de saltitar de monumento em monumento, descansámos uns minutinhos antes de visitarmos o Grande Teatro («Grand Théâtre»), um perfeito exemplo da arquitectura neoclássica ao gosto francês. Acima de tudo, a escadaria principal é digna de nota.

Na Praça da Comédia («Place de la Comédie»), mesmo em frente ao Teatro, havia uma espécie de requixós muito engraçados, mas cujo condutor, em vez de correr, pedalava.

Seguimos até à Igreja de Nossa Senhora («Église de Notre-Dame»), onde nos foi fornecida informação, em Português, sobre a história, a arquitectura e a decoração de tal monumento. O facto mais assinalável é que, por causa dum desentendimento entre ordens religiosas, o portal da Igreja se abre a Este e não a Oeste, como é costume [2].

Saímos, portanto, pelo lado Este e dirigimo-nos para Sul ao encontro da Catedral de Santo André («Cathédrale St. André») e da sua respectiva Torre, que por acaso fica a quinze metros de distância, não vão as vibrações produzidas pelos sinos deitar a Catedral abaixo.

A camioneta dos correios não nos deixou tirar fotografias à Câmara, pelo que optámos por ir primeiro ao Museu de Belas-Artes, cuja Ala Norte (a melhor, segundo o mais entendido no assunto de nós dois) se encontrava encerrada para obras. Voltando à Câmara, a camioneta dos correios tinha já partido, pelo que que pudemos então fotografar-nos junto a ela.

Terminada a visita cultural, foi tempo de ir às compras e, depois disso, jantar e descansar na pousada. Estava-nos, porém, reservada uma nova aventura. Quando chegou a hora do banho, o Guê verificou, horrorizado, enquanto o Tê se ria alarvemente, que o frasco da sua loção para a barba havia derramado e sujado todo o saco da higiene pessoal, bem como o seu conteúdo, tendo sido necessário lavar tudo. Vá lá que se salvou a roupa.