Por Gustavo Martins-Coelho (com TO)

Sexta-feira, 29 de Julho de 2005. Uma noite mal dormida no comboio [1], juntamente com o cansaço do dia anterior, levara-nos cedo para a cama, na véspera (eram 22h30, hora local), e nem o calor abrasador (o quarto era um verdadeiro forno) nos impedira de adormecer antes de chegar com a cabeça à almofada. Depois dum sono reparador e bem merecido, acordámos ao som da chuva que batia, não tão levemente como isso, no vidro da janela. Descemos para tomar o pequeno-almoço deveras desanimados com a perspectiva dum dia chuvoso, mas, quando saímos da pousada, já as nuvens se tinham dissipado. Apesar disso, nem tudo correu bem, pois a Torre que planeáramos visitar [2] abria às 10h30 e o comboio partia às 10h31. Entre e a Torre e o comboio, escolhemos o segundo. Fomos então ao Centro da Juventude, onde havia Internet gratuita e lenta, tão lenta que não conseguimos sequer consultar a caixa de correio electrónico do Tê. De volta à Pousada, passámos ainda pela Praça da Vitória (muito despida de árvores, à semelhança das restantes praças da cidade por onde passámos) e tivemos ainda tempo de tirar uma fotografia em frente à Faculdade de Medicina e Farmácia de Bordéus.

Chegámos à estação, naturalmente apressados, eram 10h29. Entrámos no comboio às 10h30. Este pôs-se em movimento às 10h31. Ufa!

Choveu durante a viagem, mas parou mesmo a tempo de chegarmos a La Rochelle. Ainda bem, porque o tecto da gare foi levantado. E, por falar em gare, o terminal da estação é um edifício grande, mesmo muito grande!

Almoçámos junto ao Porto Velho («Vieux Port») e fomos conhecer a cidade. A primeira paragem foi na Torre de S. Nicolau («Tour Saint-Nicholas»). De cada lado da entrada do Porto Velho existe uma torre, tendo nós visitado apenas o interior da da direita (se estivermos a ver o Porto do mar). Era suposto as duas torres estarem unidas por um passadiço sobre um arco, mas tal ideia teve de ser abandonada ainda durante a construção, visto a «nossa» torre, qual Torre de Pisa, se ter inclinado em relação ao solo, devido à instabilidade do terreno.