Por Gustavo Martins-Coelho (com TO)

Sexta-feira, 29 de Julho de 2005, já em La Rochelle. Depois da visita à Torre [1], contornámos metade do porto para encontrar a Igreja de S. Salvador fechada para obras. Como nós não viemos a França para ver obras, porque para isso bastava chegar à soleira da porta de casa, não perdemos tempo e fomos logo visitar a Câmara Municipal.

Para sermos japoneses, já só nos faltam os olhos em bico, porque a febre fotográfica já a temos; e sem dúvida que a entrada do edifício era digna duma fotografia. O Pátio da Câmara, além de ser bonito, é limitado por um muro que prova que os franceses pensam em tudo: o já referido muro tinha, não uma, mas duas portas; uma estreita, para os magros, e outra larga, para os gordos. Claro que nós não somos de nos conformar com as regras, pelo que, apesar de sermos ambos muito elegantes, entrámos pela porta dos gordos, apenas para eles não se sentirem infelizes perante a desgraça que é ter umas toneladas a mais.

Na praça em frente à Câmara, existe uma estátua dum senhor muito simpático; apesar de não sabermos quem ele é, quisemos tirar uma fotografia, ainda imbuídos do espírito japonês.

Enveredando pela Rua dos Retroseiros («Grande-Rue des Merciers»), com as suas arcadas múltiplas que sustentam os primeiros andares das casas de ambos os lados, pudemos ver uma das ruas mais antigas de La Rochelle.

A senhora que se seguiu foi a catedral que, como não podia deixar de ser, era igual às outras. Já a Casa Henrique II, que foi o destino seguinte, não era igual às outras. Além do jardim simpático, ostenta uma fachada ao gosto tardo-renascentista, embora perca algo da sua graça por estar atravancada entre um hotel e um muro qualquer. Praticamente do outro lado da rua, fica o Campanário de S. Bartolomeu, demasiado alto numa rua demasiado estreita: não deu para ver grande coisa.