Por Sara Teotónio Dinis

A Ética Médica [1] foi aquela disciplina do quarto ano que andava na boca do mundo como a maior «seca» possível e imaginária… Aquela disciplina à qual não se descortinava o objectivo, que roçava as formas da Filosofia, dado que exigia alguma disponibilidade mental fora da objectividade científica e reflexão crítica — capacidade que pode não abundar numa fracção razoável desta comunidade estudantil muito específica.

Embora alguns autores defendam que ética e moral são sinónimos, outros distinguem os conceitos da seguinte forma — enquanto a moral reflecte sobre as normas de acção, a ética centra-se nos fundamentos das normas, sendo que ambas se baseiam nos valores.

A ética vive-se na sociedade, todos os dias — está presente nos conceitos que regulam o seu relacionamento e funcionamento. Assim, varia consoante o fundo cultural em que se analisa.

Inicio aqui um conjunto de considerações relativas à Ética Médica, que surgem no seguimento da notícia do falecimento de Brittany Maynard [2], mulher americana de 29 anos, que optou decidir o dia da sua morte, após lhe ter sido diagnosticado um tumor cerebral bastante agressivo, que lhe daria apenas mais seis meses de vida.

Neste primeiro momento de revisão destas matérias, deixo aos leitores dois vídeos, que ilustram a necessidade que o profissional de saúde pode sentir de pensar e repensar a Ética Médica.