Por Gustavo Martins-Coelho (com TO)

Ainda Sábado, 30 de Julho de 2005. Os edifícios da Câmara e da Ópera de Rennes, que, como foi dito [1], se encontram um em frente ao outro, têm uma particularidade que vale a pena realçar: a Câmara tem uma fachada côncava semi-circular, na qual encaixaria perfeitamente a fachada, também semi-circular, mas convexa, da Ópera, se de peças de brincar se tratassem estes dois edifícios. Notámos também com agrado o facto dessa mesma praça ter instaladas cadeiras de pano, à disposição de quem queira utilizá-las.

A cidade velha é formada por ruas estreitas, ladeadas por casas entaipadas, que não escaparam à objectiva da nossa máquina fotográfica.

Finalmente, um pormenor de interesse, que verificámos no regresso à estação dos caminhos-de-ferro. Como a viagem foi feita de metro, pudemos constatar algo nunca antes visto: o cais das estações do metro, ao contrário do que é habitual, encontra-se vedado por paredes de vidro, sendo o acesso às composições feito através de portas de correr automáticas, também de vidro, que só abrem quando as portas das carruagens estão perfeitamente alinhadas com aquelas.

Foi então que andámos de TGV pela primeira vez nas nossas vidas. A viagem de Rennes a Le Mans durou aproximadamente uma hora e meia, a alta velocidade, mas, no interior da carruagem, ninguém diria que íamos tão depressa. Em Le Mans, pusemos o nariz fora da estação, olhámos em volta, ficámos a conhecer a praça e voltámos para dentro, pois o comboio com destino a Chartres partia dentro de instantes.

Ao contrário de Bordéus e de Nantes, encontrar a Pousada da Juventude em Chartres foi fácil. É verdade que escolhemos o caminho mais longo, mas fizemo-lo perfeitamente conscientes do facto e para garantir que não os perdíamos nas ruas do centro. Depois de instalados, saímos para conhecer as redondezas (na verdade, o objectivo era levantar dinheiro, mas não fica bem falar de coisas tão mundanas neste nosso diário épico [2]).