Por Gustavo Martins-Coelho (com TO)

Ainda Domingo, 31 de Julho de 2005. Ah! A cidade-luz, toda ela monumental e impressionante! O primeiro destino foi a igreja onde se encontra o túmulo de Napoleão, que se destaca (a igreja, não o túmulo) pela magnífica cúpula dourada que a coroa. Integrada no complexo de edifícios conhecido como Hôtel des Invalides, encontra-se de costas voltadas para a Igreja de S. Luís, que também se situa dentro do mesmo conjunto arquitectónico. De facto, o Hôtel des Invalides compreende não só essas duas igrejas, mas também um conjunto de edifícios, que albergam várias entidades relacionadas com as forças armadas francesas, bem como o Museu Militar de Paris. O outro lado deste quarteirão fica de frente para um jardim que termina na margem do rio Sena, junto à Ponte Alexandre III.

Percorremos o Cais Orsay em direcção ao museu com o mesmo nome — este uma antiga estação de comboios reconvertida, cuja arquitectura valeu a pena apreciar. Então, atravessámos a Ponte das Artes e virámos à esquerda em direcção à Praça da Concórdia e ao seu Obelisco de Luxor. Esta praça gigantesca, com esculturas em seu redor, representando várias cidades francesas, situa-se entre o Jardim das Tulherias e os Campos Elísios. Indecisos sobre qual dos dois escolher, optámos por seguir a terceira via, não sem antes deitar uma olhadela à Assembleia Nacional, do outro lado da Ponte da Concórdia.

A dita terceira via levou-nos à Igreja de S.ta Madalena, o «parténon» de Paris. Fascinados com a sua grandiosidade (e com a grossura das colunas que suportam a cobertura), entrámos e admirámos a sua soberba cúpula.

Infelizmente, a Igreja de S.to Agostinho estava fechada, pelo que apenas pudemos apreciar o seu exterior. Foi também aí que notámos que os turistas têm os dedos fracos, pois essa foi mais uma das vezes em que pedimos para nos tirarem uma fotografia aos dois — e a prestável senhora não conseguiu empurrar o botão até ao fundo, pelo que a foto não surgiu.