Por Gustavo Martins-Coelho (com TO)

Ainda Domingo, 31 de Julho de 2005. Seguindo a terceira via [1], demos um passeio pelas duas igrejas, o qual nos permitiu, entretanto, decidir e escolher o Jardim das Tulherias, pelo qual deambulámos, na vaga direcção do Museu do Louvre. Aí chegados, entrámos pela Pirâmide e fomos visitar o «santo graal» [2]. Realmente, a Pirâmide Invertida tem a sua graça. Ficámos levemente desapontados por não termos visto algum turista com «O código Da Vinci» debaixo do braço… Mas, como o objectivo da nossa viagem não era encafuar-nos em museus, voltámos a sair e continuámos a apreciar o exterior do museu, até à sua extremidade Este.

A caminhada continuou com destino à Câmara Municipal de Paris. Boquiabertos, apenas se nos oferece comentar que uma cidade tão grande merece uma câmara municipal a condizer!

Desse ponto, quem vira à esquerda, logo ao fundinho, vê o Centro Georges Pompidou. Aí, as opiniões divergem. O Tê prefere a simplicidade da entrada principal, enquanto o Guê acha que o encanto e o vanguardismo que conferem uma marca distintiva ao Centro estão principalmente patentes no choque cromático de tubos e condutas das traseiras. Sendo impossível chegar a acordo, o melhor foi mesmo esquecer o assunto e partir para a Praça dos Vosgos, percorrendo o designado Quarteirão do Paul. Não há muito a dizer sobre aquela praça, senão que se assemelha às Praças Maiores espanholas. De qualquer forma, representa algo diferente, face à tradicional fachada branca com mansarda forrada a lousa, típica de Paris.

Quase chegámos à Bastilha, mas o cansaço levou-nos a descer ao metro alguns metros antes, de cujos túneis só saímos de novo no Jardim dos Campos Elíseos. Mais uns minutinhos de descanso, que uma tarde de caminhada em Paris é desgastante, e passámos pelo Pequeno Palácio e pelo Grande Palácio — em obras, para não destoar. Se se localizassem em Portugal, estes palácios teriam outros nomes: seriam, respectivamente, o Grande e o Muito Grande Palácio. Posto isto, subimos os Campos Elíseos, vimos a casa do número 26, que pertencera a um mercador português, e, como a fome já apertava, entrámos no típico restaurante francês: o inigualável McDo.