Por Gustavo Martins-Coelho (com TO)

Segunda-feira, 1 de Agosto de 2005. Levantámo-nos uma hora mais tarde do que o planeado, para recuperar dos contratempos da noite anterior [1], e fomos às compras ao Carrefour de Chartres. Em seguida, visitámos a Casa Picassiette, uma casinha acolhedora, forrada a cacos (literalmente): pratos, travessas, garrafas e todo o tipo de cerâmica reduzidos a cacos e colados à argamassa das paredes, dos tectos e do soalho, ao estilo dos mosaicos romanos, mas em versão cubista (talvez daí a alcunha Picassiette). E pensar que todo este trabalho resultou dum passatempo do dono da casa…

O caminho prosseguiu a partir da Igreja de S. Pedro, fechada, por sinal, onde tínhamos ficado dois dias antes [2]. Continuámos na senda das igrejas fechadas, passando pela frente da de S.to Aniano, e demos por encerrada a visita a Chartres, partindo de novo para Paris.

À semelhança do dia anterior, chegámos a Montparnasse, mas, desta vez, o S. Pedro não nos ajudou. Tomámos um caminho diferente do da última vez, mas, antes de chegarmos ao nosso destino, fomos brindados por uma chuva pouco intensa, ainda assim desagradável.

O Jardim do Luxemburgo, que contém o palácio do mesmo nome, é semelhante ao parque de Serralves, mas, como tudo em Paris, muito maior. Como já dissemos, a chuva estragou um pouco o passeio, mas, mesmo assim, valeu a pena.

Para não dizermos sempre que o estrangeiro é melhor do que o nacional, convém referir que a nossa Igreja e o nosso Convento do Carmo são bem mais bonitos do que os seus homólogos parisienses, por onde também passámos. Já o Panteão Nacional francês supera largamente a Igreja de Santa Engrácia. Não entrámos, todavia, pois achámos que não valia a pena gastar dinheiro para ir ver meia dúzia de caixões de gente famosa… Também, com o Quarteirão Latino ali ao lado, havia muito mais que ver, e foi assim que nos dirigimos à zona por excelência dos estudantes de Paris, onde demos um passeio, antes de atravessar um dos braços do Sena, em direcção à Catedral de Nossa Senhora, vulgarmente conhecida como Notre-Dame.