Por Gustavo Martins-Coelho (com TO)

Ainda Segunda-feira, 1 de Agosto de 2005. Chegados à Catedral de Nossa Senhora de Paris [1], começámos por pôr — e fotografar — o pé no Ponto Zero, a estrela, mesmo em frente à Catedral, que marca o ponto a partir do qual se medem as distâncias rodoviárias em França. Somos tão turistas! Entrámos de seguida na Catedral, que não deixa de ser magnífica, apesar de nem ser das maiores de França. Pelos vitrais coloridos, entrava uma luz difusa, que iluminava o interior, realçando as imagens esculpidas na pedra, à volta de todo o altar, bem como das capelas circundantes, que percorremos por entre a multidão, ao longo do deambulatório.

Continuámos na Ilha da Cidade, onde assinalámos que, em Paris, até as esquadras da polícia são monumentos, e fomos ver a Capela Santa e o Palácio da Justiça. Contudo, a fila à porta da dita Capela fez-nos desistir da visita à relíquias da Paixão de Cristo. Terminada a visita ao coração de Paris, submergimos nos túneis do metro, para voltarmos a emergir em frente ao Moulin Rouge, o cabaré que dispensa apresentação. Não entrámos, porque, como meninos bem comportados que somos, esses antros de pecado nos são estranhos, mas daí subimos a Montmartre. Andámos de loja em loja, à procura de recordações ao dobro do preço (somos tão turistas!) e subimos mais um pouco até à Igreja do Sagrado Coração (Sacré-Coeur). Entrámos e saímos, não sem antes a termos apreciado por inteiro. Degrau a degrau, descemos a escadaria e, depois disso, descemos ainda mais, até que o Guê encontrou, finalmente, algo do seu agrado, para trazer como lembrança.

Descemos mais um pouco, desta vez até ao túnel do metro, e fomos visitar a zona de La Défense. François Miterrand quis deixar a sua marca — e conseguiu! Os edifícios modernos e altos circundam o Grande Arco, que está alinhado com o Arco do Triunfo, lá ao fundo, e os Jardins que se lhe seguem. Caminhámos um pouco, apreciámos as vistas e partimos para o destino mais esperado: a Torre Eiffel. Antes de subirmos lá ao cimo, jantámos bem debaixo dela, após o que esperámos na fila pela chegada da nossa vez, o que aconteceu em relativamente pouco tempo. A emoção de entrar no elevador que nos conduziu através do Pilar Oeste até ao segundo andar é indescritível. Contornámos toda a varanda à volta deste andar e esperámos impacientemente pelo elevador que nos iria levar ao topo. Aí chegados, Paris espraiava-se lá muito em baixo, a perder de vista. Tivemos a sorte de estar lá em cima na transição do dia para a noite; pudemos apreciar Paris de dia, ver o Sol a pôr-se lá no horizonte e esperar que se acendessem as primeiras luzes na cidade. Deixámo-nos ficar, sem pressa de vir embora, sorvendo sofregamente tudo o que nos era oferecido.