Por Gustavo Martins-Coelho (com TO)

Terça-feira, 2 de Agosto de 2005. Valeu a pena a espera [1]. Ao chegar a Amiens, verificámos que o branco monumental de Paris dera lugar ao tijolo das construções mais ao estilo nórdico. Infelizmente, o nosso primeiro destino, o Hotel Berny, estava fechado. A viagem não foi, todavia, em vão, pois logo em frente ficava o Palácio da Justiça. Se lá se faz ou não justiça, não sabemos, mas que se trata dum verdadeiro palácio, disso não temos dúvidas.

Ainda ao fundo da Rua Vítor Hugo, onde ficam os monumentos atrás citados, avistámos a Catedral de Amiens, a maior de França — e lá grande ela era! Entrámos na nave principal luminosa (os vitrais deixam passar bastante luz) e avançámos para ver as magníficas esculturas em madeira, dispersas pela Catedral. É nesta, também, que se encontra aquela que dizem ser a Cabeça de S. João Baptista.

Seguidamente, quase nos perdemos nos Quarteirão St. Leu, um bairro antigo de casas de madeira alinhadas ao longo das margens dos vários braços do rio Somme, que banha Amiens. Conseguimos, felizmente, encontrar-nos e fomos ver o Mercado das Hortas, um mercado flutuante que vende produtos hortícolas, directamente do produtor ao consumidor.

Abandonámos Amiens ainda com umas horas de atraso relativamente ao planeado, de modo que chegámos a Lila já ao fim da tarde. A bem dizer, eram já nove horas, mas por estes lados anoitece bastante tarde.

A Pousada da Juventude de Lila fica num edifício que foi em tempos uma maternidade, o que fica patente no estilo dos quartos, que, aliás, podiam estar em melhor estado de conservação (principalmente as persianas). Quanto aos duches, um pouco de água quente não faria mal a ninguém e tornaria o banho uma experiência muito mais agradável.

Depois de nos instalarmos tão confortavelmente quanto possível na pousada-maternidade, aproveitámos o facto de ainda ser dia para descermos a rua até à Porta de Paris, resto das muralhas da cidade, que marca a entrada da mesma para os viajantes vindos de Paris. Junto à pequena rotunda que circunda a Porta, existe um pequeno jardim, mesmo em frente à Câmara Municipal. Sentámo-nos na relva e jantámos o nosso farnel. Depois disso, regressámos à Pousada, onde travámos conhecimento com os nossos colegas de quarto — espanhóis — e dormimos.