Por Gustavo Martins-Coelho (com TO)

Quinta-feira, 4 de Agosto de 2005. Se a visita ao Castelo dos Condes da Flandres [1] foi educativa, a visita seguinte também nos ensinou uma lição: ler os painéis informativos antes de fazer caminhadas inúteis. De facto, se, quando estivemos em frente à Igreja de S. Miguel [1], tivéssemos lido o painel contendo os horários de abertura, saberíamos que, na volta, a encontraríamos novamente fechada — e teríamos poupado uma viagem.

Atravessámos a Ponte de S. Miguel e passámos pela Igreja de S. Nicolau, fechada para restauro há mais dum século, a caminho da Torre do Campanário, a cujo topo subimos, para apreciar a vista de toda a cidade de Ganda. Depois disso, um novo erro de cálculo levou-nos a correr à pousada para levantar as mochilas antes das onze horas, que era a hora de fecho. O que nós não vimos foi que a hora de fecho era às onze horas, mas da noite.

Já mais carregados, passámos pelo edifício da Câmara Municipal, uma construção com três estilos arquitectónicos diferentes: a Câmara Baixa — gótica tardia; a Câmara Alta — concluída após um interregno de sessenta anos na construção, de inspiração renascentista; e uma ampliação — neoclássica. Depois disso, voltámos a passar pelo Campanário, mas desta vez pelas traseiras, onde existe a porta da antiga prisão, que, a avaliar pelo alto-relevo em cima do lintel, devia estar reservada a criminosos sexuais. Finalmente, visitámos a Catedral de São Bavão, na qual se encontravam algumas obras de Van Dyck.

Ao fim da manhã, partimos para Bruxelas, onde ficámos instalados no Centro Van Gogh, assim chamado por se situar na casa onde o pintor trabalhou durante dois anos: o melhor alojamento que tivemos até agora, em termos de instalações comuns, embora os quartos não fossem tão bons. Mas lá chegaremos. Para já, importa falar da tarde que passámos na capital belga…