Por Sara Teotónio Dinis

O Facebook [1] foi fundado em 2004 e tem registados 1,28 mil milhões de utilizadores. É a rede social com mais utilizadores a nível mundial, e a rede geral com maior versatilidade. Cada utilizador tem um perfil, cuja quantidade de conteúdos e privacidade pode gerir, secção a secção. No seu mural, pode publicar todo o tipo de conteúdos — texto, fotografias, vídeos, ligações para outras publicações, páginas web ou páginas de conteúdos do Facebook.

Para além do seu perfil e mural, cada utilizador pode criar páginas dedicadas a temas específicos, gostar de páginas criadas por outros utilizadores, criar grupos específicos privados e participar de grupos criados por outros utilizadores. Pode ter também álbuns de fotografias e álbuns de notas (ou textos pessoais em jeito de reflexão, como as entradas dos blogues).

Na página inicial do Facebook, cada utilizador visualiza os posts mais recentes ou populares dos amigos mais próximos, ou das páginas nas quais fez like. Esta página de actualização é o seu feed de notícias e também um ponto comum com o Instagram e o Twitter. As páginas de que gosta aparecem organizadas em categorias no seu perfil. O utilizador pode ser identificado em publicações de outros utilizadores (amigos ou não, conforme as definições de privacidade), quer estas sejam fotografias, textos ou outros conteúdos.

O nível de controlo sobre a privacidade dos conteúdos publicados foi crescendo com a maturação do Facebook, que prima pelas actualizações frequentes. É possível ao utilizador aprofundar os níveis de controlo de acesso aos conteúdos publicados, através da categorização dos amigos que vai aceitando (em conhecidos, amigos, ou amigos próximos, por exemplo), através da criação de listas específicas de amigos consoante os círculos de contacto (trabalho, amigos, colegas de escola) e a posteriori pela definição de privacidade para cada um dos posts, consoante o público alvo, por exemplo.

Pela sua difusão e versatilidade, o Facebook pode servir vários propósitos do utilizador, que o pode utilizar com um objectivo social (para, por exemplo, não perder o contacto com colegas ou amigos com os quais não costuma conviver fisicamente); com um objectivo de recreio (para navegar nas mais diversas páginas existentes, na sua maioria de divulgação de entidades, eventos e produtos, ou tão simplesmente para videojogos que se encontram disponíveis nesta rede); ou com um objectivo de promoção profissional (através da divulgação do currículo académico e profissional nos campos contemplados no respectivo perfil).

O símbolo do Facebook é o da mão com polegar elevado em aprovação, que simboliza o like [2] — «gosto disto», em português. O Tumblr [3] é uma rede social geral que compete com o Facebook, mas não tem expressão significativa em Portugal. O Google+ [4] também tenta competir com este gigante. Para trás do Facebook ficaram o Myspace [5] (2000, 30 milhões de utilizadores) e o hi5 [6] (2003, 80 milhões de utilizadores).

Importa referir brevemente outras redes sociais que, pese embora tenham menor número de seguidores em termos comparativos, têm vindo a ganhar adeptos, pela sua utilidade em determinado campo específico. O LinkedIn [7], gerado em 2003, tem 200 milhões de utilizadores e é uma rede social direccionada especificamente para o mercado de trabalho e profissional.

O DeviantArt [8] (2000, 26 milhões de utilizadores) é uma rede social virada para a partilha de artes visuais, na forma de fotografia, pintura, desenho «analógico» e desenho «digital».

O Foursquare (2009, 20 milhões de utilizadores) é uma rede social que baseia a sua actividade na geolocalização, permitindo a um visitante a determinado local saber onde e a que distância se encontram vários tipos de serviços que necessita.

A Goodreads [9] (2006, 13 milhões de utilizadores) é uma rede social onde os utilizadores partilham e classificam os livros que lêem, e onde podem recolher informações sobre que livros ler, por categorias e classificação.

Relativamente aos outros nomes referidos na descrição do encontro de amigos, o Messenger e o WhatsApp são aplicações móveis utilizadas para envio de mensagens de texto, imagens, vídeos e/ou outros ficheiros. Já o SnapChat tem como única função a comunicação em forma de vídeo, com a particularidade de que este não fica acessível indefinidamente, sendo eliminado da aplicação ao fim dalgumas horas.