Por Gustavo Martins-Coelho (com TO)

Ainda Sábado, 6 de Agosto de 2005. Felizmente, atrás dum comboio vem outro [1], pelo que, com algum atraso, lá conseguimos partir para Utreque.

À chegada à estação, esperava-nos mais uma aventura: encontrar a saída. Antes de mais, um pouco de geografia. A estação central de Utreque possui três saídas (e nós passámos por todas, duas vezes em cada uma — para fora e para dentro): uma para as paragens de autocarro, o eléctrico e a praça de táxis, outra para o centro comercial Hoog Catharijne [2] e outra para a central de camionagem. Agora que já situámos o palco onde a acção se irá desenrolar, podemos passar então à acção propriamente dita. Começámos por avançar em direcção à saída do centro comercial. Porém, quando demos conta de que estávamos rodeados por lojas (a propósito, estes Holandeses têm uma certa fixação por lojas de roupa e de cosméticos) e que tínhamos perdido de vista as indicações da saída, voltámos para trás. Tentámos em seguida a saída para a praça dos transportes (chamamos-lhe assim para evitar ter de escrever que era a paragem do autocarro, do eléctrico e a praça de táxis), mas, ao perceber onde estávamos, voltámos a retroceder. Atravessámos então a estação a todo o seu comprimento, para tentarmos a saída que restava. Quando demos conta, estávamos na Praça Rainha Beatriz, que não era o nosso objectivo. Mas, pelo menos, tinha um mapa plantado no meio da rua, que nos permitiu localizarmo-nos e perceber que, afinal, a saída que procurávamos era mesmo a do centro comercial. A nossa demanda não tinha, todavia acabado, pois o centro comercial possuía várias saídas. Como não podia deixar de ser, saímos pela errada. Voltámos a entrar e conseguimos, finalmente, encontrar a saída certa.

O passo seguinte foi encontrar, sem mapa, apenas com umas míseras indicações sobre uma tal Torre de Água, a pousada. Descobrimos que a dita cuja ficava bastante longe da estação, o que, tendo em conta o facto de termos passado a manhã a caminhar, a tarde a pedalar e estarmos de mochilas às costas, não foi propriamente agradável. Mas lá chegámos e instalámo-nos num quarto com quarto-de-banho e computador com Internet privativos — o que, tendo em conta as experiências passadas, se pode considerar um luxo!