Nota do editor: este artigo é um resumo do artigo do Leif Wenar, publicado no «The New York Times» [1]


A substituição da matéria por informação enquanto substrato económico permite substituir a escassez do passado pela abundância do futuro — incluindo a abundância de problemas. A forma como eles serão resolvidos dependerá, sobretudo, da natureza da humanidade.

O aumento da energia produzida e consumida pela humanidade teve duas consequências, até ao presente. A primeira foi o crescimento da espécie, enquanto ecossistema. A segunda foi o aumento da tolerância, da cooperação e da paz. não obstante as atrocidades cometidas diariamente por ditadores, terroristas e senhores da guerra, as quais são amplificadas por ecrãs que nos seguem para todo o lado, os anos após a II Grande Guerra são os mais prósperos, mais democráticos e mais pacíficos na história da humanidade.

Na primeira metade do século XX, as guerras mundiais mataram dezenas de milhões e destruíram continentes. Na segunda metade do século XX, a guerra fria gerou guerras-satélite que mataram milhões e trouxe o medo dum apocalipse nuclear, capaz de destruir o planeta. No século XXI, a guerra matou centenas de milhar e o medo é de ataques terroristas que poderão destruir uma cidade, mas nunca o planeta. O número de genocídios também se reduziu, bem como o número de homicídios.

É certo que a violência ainda é demasiada e que esta tendência de redução se pode inverter a qualquer momento, mas o quadro geral após a II Grande Guerra é de melhoria em quase todos os indicadores: esperança de vida, saúde materna, nutrição infantil, analfabetismo, pobreza…

O mundo é um lugar horrível, comparado com o que deveria ser. Mas é um lugar óptimo, comparado com o que já foi. Temos de conhecer o nosso lugar na História, para identificarmos os caminhos do progresso.