Nota do editor: este artigo é um resumo do artigo do Leif Wenar, publicado no «The New York Times» [1]


Seria injusto sermos impacientes com a humanidade, porque esta precisa de tempo para aprender. Foi um choque para a humanidade descobrir o poder da bomba atómica, mas, até agora, a aprendizagem de como não a usar tem corrido bem. Com um ritmo de invenção cada vez maior, a humanidade precisa de aprender cada vez mais e mais depressa.

A humanidade aprende, à custa da dor e morte de milhões, com uma visão desfocada e perdendo pedaços de si, mas sempre se regenerando e acertando o passo. A humanidade aprende, sobretudo, à medida que se torna menos agressiva e mais aberta, de modo que os indivíduos possam unir os seus esforços de forma mais eficaz.

Ainda há muitas pessoas individualistas, mas os interesses individuais são agora mais pacíficos: a maioria dos seres humanos já não estão sujeitos a ser mortos por dinheiro, nem torturados por motivos religiosos, nem explorados como escravos. Se estas profundas mudanças para melhor são invisíveis, é porque as tomamos como dados adquiridos; e isso define as nossas preocupações: como já não é esperado que um branco possa matar um negro impunemente, um cidadão vítima de discriminação racial por parte das autoridades gera manchetes jornalísticas e indignação social.

Não podemos, contudo, relaxar: a tendência de melhoria pode anular-se ou inverter-se. Há imensos desafios: alterações climáticas, escassez de recursos, excesso de população, etc., mas estes são os custos do nosso sucesso. Negar o progresso obtido é um exercício intelectual preguiçoso.