Nota do editor: este artigo é um resumo de parte do artigo do Martin Smith e da Tash Shifrin, publicado no «Dream Deferred» [1]


A Europa atravessa um perigoso revivalismo de partidos e organizações fascistas e racistas populistas. Este florescimento da extrema direita deve-se a condições especiais, que discutiremos adiante.

Os resultados eleitorais recentes constantes do quadro abaixo mostram a propagação dos partidos fascistas e racistas de extrema direita populistas através da Europa, bem como da força que têm conquistado. Mas é importante notar que não é só nos actos eleitorais que o fascismo mostra a sua força: os grupos paramilitares e os movimentos na rua completam a outra ala do fascismo e da extrema direita europeus. Além disso, olhar apenas para os resultados eleitorais pode ocultar a ascensão da extrema direita posterior ao último acto eleitoral.

País

Ideologia política

Últimas eleições nacionais

Últimas eleições europeias

Áustria

Extrema direita

20,5%

19,7%

Bélgica

Fascismo

3,67%

4,2%

Bulgária

Fascismo

11,82%

6,01%

República Checa

Extrema direita

6,88%

3,12%

Dinamarca

Extrema direita

21,%

26,6%

Finlândia

Extrema direita

17,7%

12,9%

França

Fascismo

13,6%

24,86%

Alemanha

Fascismo e extrema direita

6,2%

8,13%

Grécia

Fascismo

7%

9,4%

Hungria

Fascismo e extrema direita

65,1%

66,1%

Itália

Fascismo e extrema direita

6,03%

9,82%

Países Baixos

Extrema direita

10,1%

13,3%

Noruega

Extrema direita

16,3%

Polónia

Fascismo e extrema direita

51,09%

40,32%

Eslováquia

Fascismo

16,6%

Suécia

Fascismo

12,9%

9,7%

Suíça

Extrema direita

29,4%

Reino Unido

Extrema direita

12,6%

27,5%

Ucrânia

Fascismo

6,51%