Nota do editor: este artigo é um resumo de parte do artigo do Erik Olin Wright, publicado na «Jacobin» [1]


O capitalismo gera anticapitalistas — às vezes com ideologias racionais alternativas coerentes, outras vezes como resposta a motivações religiosas ou filosóficas.

Historicamente, o anticapitalismo consistiu em quatro lógicas de resistências diferentes: esmagar o capitalismo, domar o capitalismo, escapar ao capitalismo e erodir o capitalismo. Estas lógicas coexistem e misturam-se, mas constituem formas distintas de responder aos perigos do capitalismo e podem ser pensadas como variando ao longo de duas dimensões. Uma diz respeito ao seu objectivo — transcender as estruturas do capitalismo ou simplesmente neutralizar os seus maiores perigos —, enquanto a outra diz respeito ao alvo primário das estratégias — o Estado ou outras estruturas a nível macro do sistema, ou as actividades económicas dos indivíduos e das organizações. Juntando estas duas dimensões, obtemos a tipologia abaixo:

null