Nota do editor: este artigo é um resumo de parte do artigo do Martin Smith e da Tash Shifrin, publicado no «Dream Deferred» [1]


O Freiheitliche Partei Österreichs (FPÖ) é um partido populista de extrema direita que tem ganho relevância eleitoral. Foi fundado em 1956, sucedendo ao Verband der Unabhängigen, um grupo de fascistas «desnazificados» e republicanos liberais. Embora os seus dois primeiros líderes tivessem servido nas Waffen SS, o partido aproximou-se do centro-direita nos anos sessenta e setenta do século XX, tendo chegado a integrar uma coligação governamental com os sociais-democratas em 1983.

A sua viragem para o populismo de extrema direita sucedeu com Jörg Haider, que se tornou líder do partido em 1986, adoptou políticas racistas contra imigrantes e refugiados e chegou a defender as SS e a política de «pleno emprego» hitleriana.

Em 1999, o FPÖ obteve o seu melhor resultado eleitoral de sempre (26,9%) e formou uma coligação de governo com o ÖVP, de centro-direita. Entretanto, os resultados eleitorais pioraram e o partido dividiu-se em dois e Jörg Haider veio a morrer em 2008, num acidente automóvel.

Desde 2005, o FPÖ é liderado por Heinz-Christian Strache e reconquistou alguma força eleitoral, opondo-se à integração europeia e à entrada da Turquia na União e defendendo posições anti-semitas.

O apoio eleitoral do FPÖ provém da sua agenda racista. Além dos imigrantes e dos refugiados, o FPÖ também condena a «islamização» da Áustria e a transformação da União Europeia num «conglomerado de negros».

O candidato presidencial do FPÖ é membro duma associação de estudantes pan-alemã nacionalista profundamente reaccionária e defende a anexação do Tirol italiano na Áustria, além de ter sido fotografado a usar o símbolo adoptado pelos nazis austríacos nos anos trinta do século passado.

Nas eleições europeias de 2015, o FPÖ obteve um quinto dos votos. Em Outubro do ano passado, obteve 30,7% e o segundo lugar nas eleições regionais de Viena e está agora em primeiro lugar nas sondagens a nível nacional, com cerca de 30% das intenções de voto.