Nota do editor: este artigo é um resumo de parte do artigo do Martin Smith e da Tash Shifrin, publicado no «Dream Deferred» [1]


O Vlaams Belang (VB) é um partido fascista, racista e nacionalista flamengo, anteriormente denominado Vlaams Blok, cujos seguidores admiravam Hitler e estavam ligados aos colaboracionistas belgas durante a II Grande Guerra.

Essa proximidade incluiu, por exemplo, uma visita, em 1998, a um cemitério, a fim de colocar flores em 38 campas de membros flamengos das SS, que lutaram ao lado dos nazis, e a participação dum dos seus dirigentes, Phillip Dewinter, como orador, numa reunião de antigos colaboracionistas das SS, em 2001, na qual abriu o seu discurso com a citação da divisa oficial dos soldados das SS alemãs durante a guerra.

O Vlaams Blok foi dissolvido pelo tribunal, em 2004, pelos crimes de racismo e discriminação, na sequência do seu vice-presidente, Roeland Raes, ter, numa entrevista em 2001, questionado o número de judeus mortos no Holocausto e a autenticidade do diário de Anne Frank.

O Vlaams Belang foi lançado, pelas mesmas pessoas, para substituir o Vlaams Blok, na sequência da sua dissolução. Tem, actualmente, três deputados e um eurodeputado e, embora se tenha oficialmente distanciado do Vlaams Blok, prossegue a mesma ideologia. A sua base eleitoral assenta na sua campanha pela independência da Flandres, mas é também um forte oponente da imigração e islamofóbico.

A nível europeu, o VB pertence ao mesmo grupo político da Frente Nacional francesa, no Parlamento Europeu.