Nota do editor: este artigo é um resumo de parte do artigo do Martin Smith e da Tash Shifrin, publicado no «Dream Deferred» [1]


Os partidos fascistas têm 30 dos 240 lugares do parlamento búlgaro [2].

A Bulgária é o país mais pobre da UE, alvo de intervenção pelo FMI desde os final dos anos 1990 e em contínua crise política. Como em muitos países do bloco de Leste, o legado do estalinismo é a aversão à esquerda, pelo que a contestação é liderada pela extrema-direita.

O principal alvo dos fascista búlgaros são a população cigana, que constitui um décimo do total e é vítima de discriminação na habitação, na saúde, na educação e no emprego. Em 2011, os fascistas orquestraram a invasão de zonas ciganas e ataques indiscriminados, após o atropelamento mortal dum jovem búlgaro por um autocarro conduzido por um cigano.

Outros alvos dos fascistas são as populações muçulmana e turca.

Alguns fascistas defendem também a ideia da «Grande Bulgária», englobando a Macedónia e partes da Sérvia, da Roménia e da Grécia. Estes fascistas têm uma forte ligação aos nazis húngaros do Jobbik.