Nota do editor: este artigo é um resumo de parte do artigo do Ian Leslie, publicado na «The Economist» [1]


Em 1930, o psicólogo da Universidade Harvard B. F. Skinner construiu uma caixa e colocou um rato no seu interior. A caixa tinha uma alavanca, que, quando accionada pelo rato, libertava comida. Depois de accionar a alavanca acidentalmente, com a passagem do tempo, o rato aprendia a accionar voluntariamente a alavanca. Esta caixa, que ficou conhecida como a caixa de Skinner, deu origem à teoria do condicionamento operante.

Skinner tornou-se o mentor do comportamentalismo, uma teoria segundo a qual o comportamento humano é o resultado de incentivos e prémios. O comportamentalismo ignora o processo (emoções e pensamentos), focando-se no estímulo e no resultado, de modo a compreender como ambos se relacionam e de que forma é possível controlá-los.

O comportamentalismo perdeu força a partir dos anos cinquenta do século passado, tendo a psicologia procurado, desde então, compreender os processos mentais internos. Contudo, recentemente, aquela corrente ressurgiu, aplicada pelas empresas e pelos governos, com o objectivo de influenciar as nossas escolhas diárias, nomeadamente em termos de consumo e em particular como a interface digital pode modelar os comportamentos e as decisões humanas. Esta nova disciplina foi fundada por B.J. Fogg. e é conhecida por «desenho comportamental».