Nota do editor: este artigo é um resumo de parte do artigo do Ben Schreckinger, publicado na «Politico Magazine» [1]


A chegada do Donald Trump à presidência dos Estados Unidos da América marcou a chegada duma nova corte a Washington, composta sobretudo de figuras de direita, jovens, provocadoras e que se tornaram públicas através da internet, a que se juntam alguns nacionalistas económicos e «chauvinistas ocidentais», que querem purgar o Islão dos EUA e da Europa, supremacistas brancos, fascistas e outras figuras menores, todos unidos por um ódio aos progressistas e alheios ao Partido Republicano defensor do mercado livre.

Não está claro se esta «nova direita» ajudou à ascensão do Donald Trump, ou se aproveitou para seguir na sua esteira, mas é certo que, alimentada pelo seu sucesso, esta confederação de trolls fabricantes de memes e provocadores começou a fazer planos para ocupar os corredores do poder e Washington, vendo uma oportunidade para destruir o ritmo dos lóbis, dos calendários legislativos e do politicamente correcto.

Os planos passam por produzir filmes conservadores anti-imigrantes, substituir a Heritage Foundation [2] pelo BuzzFeed [3], usar memes na internet em vez de livros brancos e fazer guerrilha nas redes sociais. Há a ideia de tomar de assalto o Partido Republicano por agentes do Tea Party apoiados por flash mobs e reality shows com os candidatos às primárias. Há até uma nova milícia, os Proud Boys (com a divisa: «O Ocidente é o maior»), que promete serviços de segurança em eventos políticos.

Soma-se a isto, inevitavelmente, o aproveitamento dos benefícios da proximidade com o poder político: contratos governamentais e regulação mais amigável para estes empreendedores.

Mas estes novos nacionalistas também têm um problema: precisam de mudar a imagem. As saudações nazis, por exemplo, associam esta alt-right aos nacionalistas brancos; e isso pode ser um problema, ao gerar fragmentação no movimento. Ao fim e ao cabo, muitos dos elementos da alt-right não querem estar associados ao mal…