Nota do editor: este artigo é um resumo de parte do artigo da Ben Schreckinger, publicado na «Politico Magazine» [1]


Uma das correntes da extrema direita norte-americana é o «identitarianismo europeu», materializado numa visão de «limpeza étnica pacífica». Trata-se duma nomenclatura nova para o mesmo racismo do Ku Klux Klan, acompanhada de teorias da conspiração e mergulhada em secretismo, por receio de boicotes por parte de forças externas não identificadas. Apesar do secretismo, é uma visão que está a ganhar terreno e adeptos, começando a ressurgir no discurso e no debate fora das sombras da internet.

A estratégia passa por esbater a linha entre política, cultura e comunicação social. A nova extrema direita procura, além dum tradicional gabinete, um estúdio onde possa produzir um noticiário e propaganda. O objectivo é, se não o Senado, pelo menos o espaço de influência da opinião pública.

A fraqueza do movimento é, porém, a sua falta de homogeneidade, que impede a união dos seus defensores em torno duma causa comum. Embora os moderados procurem manter a distância, em relação aos extremistas, estes vêem a existência de moderados como um factor positivo — uma porta de entrada para o extremismo.