Nota do editor: este artigo é um resumo de parte do artigo do Ben Schreckinger, publicado na «Politico Magazine» [1]


Apesar da sua inclinação para a comunicação, a nova direita nacionalista interage com a imprensa de maior audiência de forma peculiar, preferindo os seus próprios meios de comunicação. Por outro lado, a imagem é cuidada, tanto a das pessoas, como a dos suportes utilizados para transmitir a mensagem.

Os eventos organizados são sempre frequentados pelos mesmos apoiantes brancos com bonés «make America great again» e rodeados de forte presença policial e manifestantes não brancos. O seu financiamento provém dos mesmos patrocinadores da campanha do presidente Donald Trump.

O discurso habitual escuda-se na liberdade de expressão para pintar o Islão como uma ideologia política totalitária e uma ameaça existencial à liberdade ocidental e para insultar os adversários políticos, particularmente do sexo feminino. A mensagem «America first» reforça os preconceitos cristãos capitalistas da audiência, enfeitada com uma aura macia e divertida de erudição, extravagância e carisma.

Outra frente de luta são as redes sociais, onde o insulto é, mais uma vez, uma arma. O objectivo é promover uma guerra cultural contra o progresso social, sem ter, necessariamente, ambições políticas.