Nota do editor: este artigo é um resumo de parte do artigo do Ben Schreckinger, publicado na «Politico Magazine» [1]


A alt-right tem, como dizíamos [2], uma relação peculiar com a comunicação social: tanto a evita, como a procura para divulgar notícias falsas, como a critica por divulgar notícias falsas.

Nas redes sociais, um denominador comum é a expulsão do Twitter, por divulgar mensagens de ódio, discriminatórias ou ameaçadoras.

Outro denominador comum é o trolling — um modo de activismo político em que uma parte mais fraca obriga a parte mais forte a reagir de forma desproporcionada, através da provocação. Mas a dissimulação e o humor juvenil não são traços que inspirem confiança nos líderes, de modo que, agora que conquistaram a vitória eleitoral, está na hora de mudar de táctica.

Ainda que não tenha, globalmente, ambições políticas no sentido tradicional [3, 4, 2], a alt-right tem influência junto do actual presidente dos EUA, até porque é daí que provém o financiamento da sua campanha. Essa influência traduz-se na colocação de elementos no pessoal que rodeia o presidente Donald Trump. Um dos objectivos dessa influência é introduzir medidas para regular as redes sociais como prestadores de serviço público, obrigando-as a dar mais espaço às ideias conservadoras. Mas o principal objectivo é ganhar dinheiro, à custa da complacência dos reguladores públicos.