Nota do editor: este artigo é um resumo de parte do artigo do Ben Schreckinger, publicado na «Politico Magazine» [1]


A alt-right pretende ser um movimento capaz de mudar a História mundial, mas o seu real impacto está longe de estar demonstrado. Seguidores nas redes sociais (apesar de muitos) não são votos; além de que as primeiras cisões no movimento começam a surgir e, inevitavelmente, enfraquecê-lo-ão. É ainda menos clara a capacidade de mobilização política nos meandros de Washington, principalmente porque a alt-right é mais um movimento cultural do que político.

Numa cultura política cada vez mais preocupada com a imagem, a alt-right leva a palma. Um dos seus principais projectos é fotográfico: criar boas imagens dos seus ideólogos, com as quais as pessoas possam identificar-se, mudando a estética da direita e conferindo-lhe um aspecto mais contemporâneo. Outro projecto é uma aproximação aos movimentos LGBT, assumindo-se como defensora dessas comunidades contra o Islão conservador. O objectivo final será a tomada do Partido Republicano, tornando-o o partido dos trabalhadores.

A construção desta imagem inclui usar as mesmas técnicas de recrutamento do Estado Islâmico, através da internet, e transformar as ideias políticas numa série de memes, que possam ser divulgados amplamente nas redes sociais.

O mais surpreendente é haver imigrantes de segunda geração no movimento.