Nota do editor: este artigo é um resumo de parte do artigo da Jay Griffiths, publicado na «Aeon» [1]


A alt-right libertária é psicopata. Vê as pessoas como objectos e o discurso como livre de consequências. É desonesta, enganadora, sedenta de poder e desprovida de empatia [2].

Uma forma crucial da mente humana praticar a empatia é através do uso de metáforas como instrumentos essenciais à compreensão do outro, à ligação com o seu espírito e à imaginação. As metáforas são o oposto da retórica e actuam como anti-fascistas na mente humana. As metáforas estão ausentes do discurso libertário.

A alt-right vai beber ao anti-semitismo e ao fascismo italiano, à ideia de hierarquia e de raça [3], e organiza-se em torno do triunfo do individualismo e do totalitarismo sobre a pluralidade da terra, tal como os futuristas italianos pregavam a liberdade em relação ao passado e às amarras do mundo natural. Esta ideia explica a recusa em reduzir as emissões de carbono e justifica que alguns possam viver como deuses, tratando os restantes como gado. A liberdade como valor absoluto sobrepõe-se às amarras da verdade, do respeito, do amor, da generosidade, da justiça e da consciência. É por isso que os libertários detestam a correcção política.

Nos dias de decadência do império romano, o deus-sol era o patrono dos soldados, dominante e invencível. O libertarismo recupera-o na ira dos tuítes trumpianos contra as amarras do respeito e da justiça social. Estamos perante uma ideologia monista contra a pluralidade e o outro e em luta furiosa pela sua liberdade — uma divindade idiota largada sobre o mundo.