Nota do editor: este artigo é um resumo de parte do artigo da Gwynn Guilford e do Nikhil Sonnad, publicado na «Quartz» [1]


A filosofia política do Steve Bannon resume-se a três coisas necessárias ao sucesso dos EUA: capitalismo, nacionalismo e valores judaico-cristãos.

O Steve Bannon reconhece uma crise do capitalismo e pretende um regresso ao «capitalismo iluminado», norteado pelo espírito empreendedor e pelo respeito pelo próximo (cristão). Para ele, é preciso abandonar o egocentrismo e narcisismo dos baby-boomers, que destruíram os valores norte-americanos geradores de riqueza e originaram políticas socialistas que encorajam dependência do governo e enfraquecem o capitalismo.

A referência política para este ideário é o filósofo irlandês Edmundo Burke, que defende ser a base duma sociedade não são os direitos humanos, nem a justiça social, nem a igualdade, mas antes a passagem através das gerações das tradições que mostraram funcionar. Para o Steve Bannon, os baby-boomers trocaram as tradições que lhes foram passadas (nacionalismo, modéstia, patriarcado e religião) por conceitos abstractos (pluralismo, sexualidade, igualitarismo e secularismo)

Tanto para o Edmundo Burke como para o Steve Bannon, esta falha na passagem do testemunho resulta em caos social.