Por Gustavo Martins-Coelho


O grau mínimo de instrução
é saber escrever o próprio nome.

Eu tenho décadas de instrução
e não sei escrever o meu próprio nome.

Mas tu, tu
chama-me pelo meu nome.
Não me chames pelo teu nome: isso é só parvo;
tal como é parvo glorificar artisticamente a corrupção de menores.
Doutores, professores, filhos — há muitos.
Eu
sou único.
Sou muito mais.
É por isso que tenho um nome
só meu.
Usa-o!