Por Hugo Pinto de Abreu


Num contexto em que se antecipam cortes na Política de Coesão para a União Europeia no quadro 2021–2027, nesta semana é especialmente oportuno descobrir o artigo no L’Echo [1] sobre o euro e as recentes eleições legislativas em Itália. Bruno Colmant apresenta uma visão cética do futuro da moeda única, enunciando os perigos de uma Europa do Sul em permanente «desvalorização interna» e de uma dinâmica de race to the bottom em termos de proteção social, se não forem tomadas medidas a nível europeu que possam completar a arquitetura da União Económica e Monetária.

Por sua vez, um artigo no inevitável Social Europe [2] trata a relutância da Alemanha em «partir do zero» no que respeita ao estabelecimento de uma mutualização do risco da dívida e relembra que a Alemanha também tem os seus défices e as suas dívidas acumuladas noutras áreas, mormente em matérias de investimento em defesa, beneficiando da mutualização da proteção oferecida pela União Europeia e pela Organização do Tratado do Atlântico Norte.