Por Gustavo Martins-Coelho


Agora que o período de maior calor já passou, mas aquele que é, por excelência, o mês de ir a banhos se inicia, talvez não seja mal pensado falar um pouco do protector solar.

Ainda há demasiada gente a ir à praia nos períodos que são absolutamente proibidos, demasiada gente a não colocar protector solar e demasiada gente a achar que um escaldão é uma contrariedade menor e até ligeiramente engraçada para contar aos amigos nos jantares e convívios que se fazem depois da praia e ao longo do resto do ano. Mas pronto, hoje estou sem vontade de pregar aos peixes e, por esse motivo, vou dirigir-me antes às pessoas que já perceberam que só se vive uma vez e que, portanto, é melhor tentar tirar o máximo partido desta vida e evitar coisas que aumentem a probabilidade de ficarmos doentes e virmos sofrer ou morrer disso.

Ou seja, hoje dirijo-me às pessoas que se preocupam com a saúde da sua pele e que procuram fazer o melhor para a proteger, mas que, às vezes, por diversas razões, podem estar a não conseguir atingir a protecção ideal.

O que quero eu dizer com isto? Basicamente, coisas como: qual é a quantidade ideal de protector solar a aplicar? Depende do tamanho do corpo de cada pessoa, mas, em princípio, no mínimo, deve aplicar-se uma quantidade de protector solar que encha um copo dos mais pequenos, como os de aguardente ou algo do género.

Outro erro frequente é quando o aplicar. Para começar, não é ao chegar à praia que se aplica; é, pelo menos, um quarto de hora antes, para ele ter tempo de começar a fazer efeito. Portanto, o melhor é pôr o protector antes de sair de casa; e, depois, voltar a aplicar de duas em duas horas e sempre que se acabar de nadar, mesmo que ele diga que é resistente à água — porque é só marketing. Outra coisa: use o telemóvel para o ajudar a lembrar-se de que já passaram duas horas, pois, doutra forma, o mais provável é esquecer-se…

Outro aspecto importante: onde aplicar: no corpo todo. Dito assim, não parece grande coisa, mas o corpo todo inclui as orelhas e os pés… Pois… O peito do pé é frequentemente esquecido e depois aparecem aqueles escaldões com a marca das sandálias; e ainda pior é a planta do pé, que nunca leva protector, mas depois fica ali exposta ao sol, enquanto estamos deitados de barriga para baixo, ou a ler. No caso dos homens, a careca também é um sítio a não esquecer…

Outra questão é se os sprays são tão bons como as loções; e a verdade é que ninguém tem a certeza da resposta, de modo que, em podendo, mais vale jogar pelo seguro.

Já agora, experimente usar o protector solar fora da praia: contribui para proteger a pele do envelhecimento causado pelo sol, ficando com menos rugas e sinais na pele.

E pronto, era isto. Para acabar, como hoje há tempo, vamos falar do objecto do dia, que é mais uma substância do que um objecto: a naloxona. Introduzida em 1971, serve para reverter os efeitos duma overdose de drogas ilícitas, desde que administrada rapidamente após o início dos sintomas. Hoje em dia, nos Estados Unidos, a naloxona tem desempenhado um papel importantíssimo, tendo em conta a crise que se vive no consumo de estupefacientes. Até a própria Organização Mundial da Saúde a incluiu na lista de medicamentos essenciais para o bom funcionamento dum sistema de saúde.