Por Gustavo Martins-Coelho


Tanta coisa para dizer e tão pouco tempo!

Frases batidas, coisas nunca antes pensadas. A voz é amarga, porque a amargura domina a alma que a anima.

O mais difícil é fazer a pergunta certa. Questionam-me se quero factura. Respondo que a emissão da factura é obrigatória; não posso não querê-la. A pergunta certa é se quero a factura com ou sem o meu número de contribuinte.

Mas essa pergunta passa, por entre a chuva que cai, sem a molhar. Como tantas outras.

Assim passamos uma vida, cheia de perguntas erradas, sem sequer indagarmos qual é a pergunta certa. E as facturas continuam a ser emitidas, umas com, outras sem o número de contribuinte.

Ou, então, fugimos ao imposto sobre o valor acrescentado, porque todas as perguntas erradas só retiram valor, nada acrescentando em troca.