Por Gustavo Martins-Coelho


Hoje, a perspectiva em saúde [1] vai ser um editorial [2], para anunciar uma nova coluna na «Rua da Constituição» [3].

Já é sabido que este é um blogue eclético [4]: tanto fala de política, economia e actualidade [5, 6, 7, 8, 9, 10, 11], como de mobilidade [12], como de saúde [13, 14, 15], como fala de viagens [16], como faz divulgação de estatísticas relevantes para conhecermos melhor o mundo [17], como fala de ciência [18], como de música [19], como de futebol e desporto [20, 21], como de culinária [22], como de cinema [23, 24], como denuncia problemas de urbanismo [25] e civismo [26], como critica a imprensa [27], como tem secções dedicadas à poesia [28, 29] e à lírica [30, 31], e mesmo à pintura [32] e à fotografia [33, 34], além de estar permanentemente atento ao que se passa no resto da blogosfera e na comunicação social [35].

A todas estas colunas, juntar-se-á mais uma brevemente, dedicada à alimentação saudável. Fala-se muito de alimentação saudável [36], mas a verdade é que não é fácil fazer uma alimentação saudável.

Para começar, é preciso ter informação, mas é preciso saber converter essa informação em conhecimento.

A questão da informação ficou resolvida, pelo menos parcialmente, graças à União Europeia. O Regulamento n.º 1169/2011 do Parlamento Europeu e do Conselho define que é obrigatório constar dos rótulos dos alimentos o seu valor energético e a quantidade de lípidos, ácidos gordos saturados, hidratos de carbono, açúcares, proteínas e sal [37].

Já a questão do conhecimento não é tão fácil. As declarações nutricionais obrigatórias não são, globalmente, falando, propriamente aquilo que se possa chamar de visualmente apelativas, nem muito fáceis de ler, além de que estão, geralmente, nas costas da embalagem e não na frente. Mas nem é só isso: um produto que contenha vinte gramas de açúcar — é muito ou é pouco?

Para ajudar a esclarecer esta questão, a Direcção-Geral da Saúde lançou um descodificador de rótulos [38], que permite, através duma escala de cores, transformar os números da declaração nutricional numa impressão do que é saudável e do que não é.

Mas, mesmo isto não é o ideal. Na semana passada, decidi experimentar o descodificador da DGS e fui para o supermercado procurar escolher o cereal para o pequeno-almoço mais saudável, mas demorei três quartos de hora no corredor dos cereais, a aplicar o descodificador a todos os rótulos. Convenhamos que três quartos de hora para escolher um único produto é, no mínimo, pouco prático!

É aqui que entra a nova coluna da «Rua…» [3]: vou nela publicar os resultados para os cereais e para outros alimentos que, entretanto, também vou analisar, para que outras pessoas interessadas em fazerem uma alimentação saudável possam rapidamente encontrar os produtos de cada categoria alimentar ordenados por valor nutricional. Imagine que vai ao supermercado comprar cereais para o pequeno-almoço: abre a página respectiva e rapidamente vê qual é o mais saudável, o segundo mais saudável e por aí abaixo na lista. Muito mais prático, não é?

Depois, se vai efectivamente escolher o mais saudável, já é consigo…