Por Gustavo Martins-Coelho


O prometido é devido [1] e, portanto, cá está a nova coluna [2] da «Rua da Constituição» [3], dedicada à alimentação.

Este primeiro texto funciona como um manual de leitura das listas de alimentos que se publicarão semanalmente, daqui em diante.

O princípio é simples: o descodificador de rótulos da Direcção-Geral da Saúde [4] divide o teor de quatro nutrientes — gordura, gordura saturada, açúcar e sal — dos alimentos em três níveis — baixo, médio e alto. Contas feitas, daqui resultam quinze categorias possíveis, desde os mais saudáveis — os que têm baixo teor de gordura, gordura saturada, açúcar e sal — até àqueles que estão proibidíssimos — os que, pelo contrário, apresentam elevado teor de gordura, gordura saturada, açúcar e sal —, passando por várias combinações intermédias

Para cada tipo de alimento, são apresentadas as quinze categorias, numeradas, sendo que cada categoria representa uma dessas combinações possíveis. A categoria mais saudável é a 1 e a menos saudável de todas é a 15. Dentro de cada categoria, os alimentos são, em princípio, equivalentes, podendo ter diferenças mínimas entre si.

Cada semana, uma classe de alimentos é analisada e estes são divididos pelas categorias, desde os mais saudáveis, até àqueles que devem ser evitados, passando pelos que devem ser consumidos com moderação.