Por Gustavo Martins-Coelho


Deus dá-se bem com a pobreza, porque só os pobres são chamados à vocação do ministério do seu mistério. A sua igreja precisa de que a mole dos pobres prolifere abundantemente, para fortalecer as suas hostes e para justificar as suas causas. Se não fossem os pobres, Deus serviria aos peixes. Nunca Deus será socialista, dificilmente republicano.

Ou talvez sejam os homens quem distorce e deturpa os desígnios de Deus. Quanto mais estudam, menos os homens percebem; mais descobrem a sua ignorância — e confabulam, para preencher os espaços em branco, sempre da maneira mais tresloucada.

Seja como for, recuso-me a aceitar um Deus maiúsculo. Não é essa a sua história; bem pelo contrário.