Por Gustavo Martins-Coelho


— Tenho saudades tuas — disseste-me,
do nada,
como quem vai na rua e pontapeia uma pedra,
que rola e salta e cumpre a sua missão,
de encontro ao farol
até aí intacto dum carro.

Não tens.

Alguma vez deixas verdadeiramente de gostar duma pessoa,
cujo único mal que te fez
foi não cumprir a promessa
de te dedicar o resto da sua vida?